Sempre que
me acompanho
nas viagens
que faço até mim,
saboreio as
delícias do sossego
e o gosto do
não ruído.
Entro na
alma que perdi
no estado de
sítio em que me encontro
e arrumo a
desarrumação
amontoada dos
dias que passaram.
Expurgo as
impurezas imundas:
escancaro as
janelas da vida:
deixo a luz
invadir-me o íntimo:
rendo-me aos
prazeres do significado.
Liberta de
preconceitos,
voo nas asas
da fantasia
e levito
sobre mim.
Vejo à
distância do remoto
a gravidade
do que sou.
A força que
faço
na pressão
do que quero.
Por que
viajo em mim?
Para me (re)conhecer;
para me
encontrar;
para começar
de novo
a vida de
que me esqueci…

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