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sábado, 9 de fevereiro de 2013

As memórias de minha infância

As memórias de minha infância são um tesouro que guardo dentro de mim com muito carinho e saudade.
Eram tempos de descontracção e imenso divertimento. Muita imaginação e improvisação, também! Aliás, o improviso fazia parte integrante de qualquer brincadeira! Na falta de comidinha plástica para dar às minhas bonecas, nada como aproveitar a areia fina que abundava na zona, juntava-lhe um pouco de água e a papinha estava pronta a dar! Na falta de rede para jogar ténis, nada como uma corda engenhosamente presa e o court estava pronto! Na falta de "roupinhas verdadeiras" para vestir as bonecas, nada como vesti-las com pedaços de tecido que, de outro modo, seriam lixo! Na falta de tanta, mas tanta coisa, nada como engendrarmos com o que havia ao nosso redor e o dia estava garantida e alegramente ocupado.
Brincar na rua sem carros;  ir à caça dos grilos com a ajuda e inevitável destreza dos meninos do grupo;  jogar futebol à socapa num campo agrícola vizinho; apanhar amoras e limpá-las higienicamente nas mangas das camisolas; andar de bicicleta com toda a descontracção e sem medo do trânsito; as renhidas corridas de caracóis ou mesmo de escaravelhos... imensas saudades.
Estas memórias estão aqui bem dentro.
Para além de terem cor, as minhas memórias também têm cheiro. Um cheiro que não voltará jamais. Mas não tenho pena. As memórias são isso mesmo, memórias. E não devemos revisitar os lugares que tantas vezes percorremos, nem devemos voltar a comer aquele doce que tanto gostávamos, pois o que era jamais voltará a ser. Tanto pela mudança dos tempos, como pela nossa própria mudança. O que foi e o que era deve manter-se no nosso baú de memórias. E só o devemos abrir quando estivermos imbuídos em conversas do antigamente envoltas em suspiros ou quando quisermos contar aos nossos filhos quão bom era o nosso tempo!







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