Site Optimizado para Firefox ou Chrome

O Pensamentos Avulsos em Tempos de Ócio apresenta problemas com o Internet Explorer. Em alternativa, queira, por favor, utilizar outro browser como o Firefox ou o Chrome. Obrigada.

Para ti, Ana

Minha Ana,


Hoje fazes 17 anos. O tempo (é sempre o tempo!) continua ao ritmo das estações, mas insistimos em passar por ele envoltos em rotinas e obrigações e acabamos por nem sequer ver a vida a acontecer. Eu tento. Tento parar para ver-te. Observar-te. Ver se estás bem. Se estás alinhada com quem és. Faço-te perguntas aleatórias, observações "fora da caixa". Ser mãe é o maior desafio de todos, pois nenhum outro me obriga a ter os pés assentes na terra com o coração nas mãos. Porque és (serás) a construção das (tuas) vivências. Posso orientar-te. Ajudar-te. Apoiar-te. Acolher-te. Proteger-te. Mas depois há a vida. A tua vida. A que vives. A que queres. A que vai surgindo. E aí tenho de, simplesmente, "confiar no processo". 

É giro ver-te crescer. Ver a bebé, que chorava como quem se lamentava dos infortúnios das contrariedades, tornar-se: ora numa mulher cheia de si, ora numa ainda menina cheia de vergonha. 

Eu sei que ainda não é desta que vais ler isto que te escrevo. Chegará o tempo para tal. Apenas quero que retenhas o seguinte: as palavras não se esgotam em frases. Elas são a infinitude dos silêncios. 



16° Aniversário


A tua adolescência está ao rubro e manifesta-se com a veemência que é tua desde sempre. 

Sacodes o que te incomoda. 

Reclamas as injustiças. 

Atiras pérolas enquanto dás cartadas das tuas certezas. 

E continuas a crescer,

a moldar-te,

a apurar o que queres para ti.

Neste dia completamente teu,

recordo-te pequenina 

do tamanho de uma velha boneca outrora minha. É um ritual que me obriga a ver que o tempo tem a pressa que a vida lhe dá. É por esse motivo também que me proponho, em cada aniversário, a pausar a banalidade dos afazeres porque afinal é de gratidão que se fazem (todos) os dias e de entrega os momentos que são tão nossos. Mais do que gritar aos quatro ventos o que é isto de ser (tua) mãe, partilho contigo algumas reflexões:


O que quero para ti? 

Quero que o que for para ti venha de ti. 

Quero que, antes de perceberes o mundo, percebas o teu mundo.

Quero que alinhes os teus valores ao teu coração.

Quero que sigas o teu caminho com a tua consciência.

E quero, acima de tudo, que te lembres do seguinte: se tomares o difícil como simples, será mais fácil ver quão simples o difícil pode ser!



15° aniversário 


E num piscar de olhos tens 15 anos. E como tens crescido! O teu crescimento tem sido, aliás, diretamente proporcional ao teu humor alternativo. Tens tanto de atenta e compreensiva como de irreverente e mandona. Tens as tuas convicções, as tuas certezas com a mesma força com que reviras os olhos a cada contrariedade ou injustiça.

Estes últimos meses têm sido repletos de novidades nos teus gostos, hábitos e entusiasmos a um ritmo digno de um filme de suspense: nunca sabemos o que virá a seguir. 

Mas a vida é mesmo isto: olhar para ti e presenciar essa tua metamorfose. A vida é olhar por ti, e contigo, sempre que precisares.

Por isso, digo-te:

Deseja.

Diverte-te.

Tenta.

Arrisca.

Vai.

Concretiza.

Faz.

Com consciência.

Com inteligência.

Tu sabes!...


Aniversário 14°

Nada como olhar para ti e ver a razão de tudo:
de cada conversa adulta que já consegues ter;
de cada observação feita ao detalhe;
de cada análise e conclusão a que chegas;
de cada momento-rapariga por detrás desse desprendimento aparente;
de cada grito de revolta pelas injustiças e afrontas;
de cada estratégia adoptada mediante o meio em que estás inserida.

Fazes 14 anos e estás na adolescência a todo o vapor. E como se nota esse vapor! Entre o vulcão, a tempestade, a brisa, o sol da Primavera, o cantar dos passarinhos e o tremor de terra, estás tu: nessa tua imponência de menina-mulher em potência. 
Ainda estás a calibrar energias, vontades, valores e comportamentos, mas, acredito, depressa vais ultrapassar as dificuldades de Ser Adolescente no séc XXI.
Não sei se sabes, mas adoro as tuas tagarelices no carro, as confidências e as partilhas. Adoro até aqueles momentos de silêncio em que, sei, estás entre o pensar na tua vida e a atenção no que está acontecer. Nada te escapa: sabes bem mais do que o que falas porque só falas quando achas que deves. E é essa tua maturidade feminina juvenil que me faz acreditar que ainda vou aprender imenso contigo. 



13° aniversário 

És oficialmente adolescente o que te permite desempenhar o papel de mulher em crescimento e descoberta. Essa tua personalidade bem vincada disfarçada de desinteresse é o que faz de ti quem tu és: espontânea e expedita. Os anos passam, mas a tua mudança é meramente física e comportamental! Desculpa, mas o meu orgulho tem corpo de mãe embevecida que te observa para além do óbvio. É visceral, minha Ana. Não leves a mal. 
Fazer 13 anos é comemorar várias conquistas e aguardar por muitas mais! Apesar de não acreditares, de achares que é conversa de pessoa-do-século-passado-e-ultrapassado, as tuas dificuldades, os teus anseios e ensejos são intemporais e transversais. Sim, os tempos são outros e o antigamente está no que já foi, mas há coisas que não mudam. E, tu, sendo fruto de uma árvore cheia de ramos, folhas e raízes, és concomitantemente o resultado e a continuidade. 
Já sei que estes assuntos nada te dizem. É normal. Os teus interesses estão ao nível de uma rapariga de 13 anos cheia de vontade de crescer e viver a todo o vapor. Mas não tenhas pressa. Vive o melhor que sabes com a intensidade que te for mais confortável que a vida vai simplesmente acontecendo.

 
Aniversário XII

Podia falar na pressa do tempo e na tua ânsia em crescer. De sentimentos, sonhos, encantamentos, memórias e saudades. 
Podia falar de tudo o que já me deste e ensinaste desde o momento em que te comecei a sentir a mexer dentro de mim. Podia falar, e repetir vezes sem conta, sobre as tuas conquistas, as tuas gracinhas, o teu génio persistente. Da tua capacidade precoce em mostrar despreocupação e desprendimento quando estás a ferver nas tuas entranhas mais profundas.
Podia falar sobre a tua perspicácia e inteligência. Em como percebes o porquê do que te rodeia e em como observas para aprender. Em como te vês bem mais pequenina do que és só porque ainda não tiveste tempo para te ver para lá do espelho (chegará o tempo).
Podia deixar-te envergonhada com elogios vistos com lupa de mãe e beijinhos repenicados cheios de baba. Podia. Mas estás crescida e há que alargar as asas. Aos pouquinhos. Com atenção e cuidado. Para ires espreitando o mundo lá fora. Para, um dia destes, dares o teu primeiro vôo experimental.


11° aniversário

Ainda hoje me disseste que queres que o tempo passe rápido para poderes fazer o que te apetecer. Sorri pela tua inocência e essa tua vontade de ser independente. Pela tua forma engraçada de levar os sonhos e as ilusões. Não assim tão diferentes dos meus de outros tempos.
Ficas espantada a olhar para mim quando te digo que te percebo e conheço melhor do que imaginas. Talvez não acredites. Talvez não entendas que mais do que saber o que sabes e conheces, sei o que sentes e pensas em cada momento das tuas vivências. Para mim, és límpida como a pureza dos rios de outrora. No entanto, nessa tua sapiência de mulher em potência, já estás a elaborar as tuas defesas em forma de indiferença e desinteresse. És silenciosamente inteligente!

Divertes-te quando me apanhas embevecida a olhar para ti e para o teu irmão. Ainda não sabes que naquele preciso momento, afastei-me dali e vejo-vos a crescer. É tão bom ver este amor visceral a virar gente!

Às vezes, esta minha asa de mãe galinha quer cobrir as tuas fragilidades, mas depressa percebo que é a voar que vais mais crescer. Por isso, a única coisa que posso fazer é mostrar-te os ramos disponíveis para que levantes vôo quando souberes da força de que és feita. Entretanto, vou aproveitando para me encantar com a vida que te dei.



Aniversário 10

Minha Ana,

a cada dia que passa vejo que de minha tenho apenas este tremendo amor de mãe por ti. Porque estás a crescer a olhos vistos e vejo o tempo a levar-te de mim para a vida.

A cada dia que passa vejo que as tuas pequenas manhas de mulher estão a surgir subtilmente. Que a tua distração é um mero escape para a tua sensibilidade e que te esquivas com esmero do que te magoa.

A cada dia que passa admiro a tua força disfarçada de fragilidade e o teu sentido de justiça.

Nem sempre verbalizas o que sentes, nem o que queres, para não desiludir, mas, Ana, ouve este conselho de mãe: diz o que pensas com a assertividade que sentes e mostra o que queres para que te conheçam por dentro. Não é ofender ninguém. Não é exigir de ninguém. É tão-somente mostrares a tua essência de forma genuína e sem qualquer tipo de receio. É seres tu.

Nem sempre te comportas como é suposto, mas, sei, é a tua forma infantil de fazer valer a tua opinião e provar a tua posição. Cá estarei para te guiar e orientar tal como os teus avós fizeram comigo.

Já sei que vai haver alturas que te vais chatear, contrariar, resmungar, espernear, contradizer. No entanto, espero que nunca tenhas a necessidade de me mentir ou omitir factos importantes das tuas vivências. Sabes porquê? Porque só sabendo é que poderei ajudar-te e amparar-te. Porque a mentira não é só feia. É aniquiladora da confiança básica que deve existir nas relações. Tal como o teu avô me ensinou: apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo.

Minha querida Ana: conheço-te melhor do que imaginas, percebo-te melhor do que alguma vez pensei perceber. Esta mãe que escolheste para te acolher aprende todos os dias um bocadinho contigo e com esse teu feitio tão menina Ana.

Faz por ser Mulher devagarinho, mas com toda a força que tens em ti.

Deixa-me terminar esta missiva, mandando-te muitos beijinhos repenicados porque:

1° ainda és pequenina;
2° és minha filha;
3° me apetece;
4° adoro as tuas gargalhadas.



Aniversário n° 9

Apesar de, por vezes, as palavras me fugirem e as ideias estarem para lá de cansadas, faço questão de escrever a cada aniversário teu. Na escrita, encontro-me e vejo-te com olhos de atenção.
E eis que chegou mais um aniversário. O dos nove. A última idade de um só dígito. Sendo apenas um número é como se representasse o último degrau de uma fase da vida. Da tua vida. Uma Vida tão pequenina e tão cheia de tanta vida!
Conheço o avesso do teu sorriso, dos teu agrados e dos teus mimos. Sei quando o fazes e por que o fazes. E acho uma delícia! Para mim és muita coisa, mas acima de tudo és um doce de menina que gosta de mostrar afincadamente o seu ponto de vista.
Por dentro desse teu jeito especial está uma menina prestes a crescer e a virar mulher.
Tenho um orgulho tremendo em ti. Nessa tua força mascarada de fragilidade, na sensibilidade e capacidade de observação.

Sê feliz, minha Ana!




8º aniversário

Minha menina de sorriso fácil,
de silêncio bem atento
e feitio feito de teimosia:

Não deixes nunca que o tempo
se intrometa na tua boa energia.
Nessa tua tremenda alegria
de seres assim: genuína e verdadeira.

Adoras mimos, sem seres mimada.
És afectuosa, sem seres lamechas.
És despachada, desenrascada.
Uma menina à procura de se encontrar.

Cada choro, cada drama,
cada gesto, cada gargalhada
és tu a tentar esconder
quem és de quem queres ser.

E, não, não precisas tentar tanto.
Sê quem és desde sempre
e verás as estrelas a sorrir
dentro de tanto que és.





O meu 7º aniversário

E o tempo é mesmo assim: fugidio.
Hoje faz 7 anos, 7 anos!!!!, que nasceste.
Desde cedo mostraste ter uma personalidade forte e cada vez que te observo revejo-me:
na alegria, na gargalhada, na tagarelice, na timidez (mal) disfarçada, nos medos, nos impulsos, na teimosia.
Por isso, entendo-te perfeitamente: sei o que é estar por dentro de tanto ao mesmo tempo.
Apesar de nem sempre conseguir lidar da melhor forma com esse teu humor irreverente e as tuas abordagens genuínas, admito que me divirto com essa tua forma de ser.
Estás a conquistar o teu espaço e a delinear bem qual o teu papel na vida de quem te rodeia.
Sabes o que queres e como o vais conseguir.
És uma mulher em ponto pequeno. Com todas as imperfeições. Todas as manias. Mas sempre com um estilo muito teu.
Não gostas de vestidos: não te posso censurar: afinal, quem é que inventou uma peça de roupa que nos impede de brincar livremente?
És menina de sapatilhas e calças e fita no cabelo quando apetece.
És menina de jogar à bola, de danças modernas e nada clássicas.
És tu: assim: como és: tal e qual: ora a cantar e a dançar; ora a chorar porque te doí o dedo.
Sabes o que quero para ti e, antes que perguntes, para o teu irmão?
Que nunca parem de crescer sem nunca deixarem de ser quem são.




Uma quadra por cada ano de vida 

Sou menina de sorriso fácil,
fácil o bastante para cativar;
quem me conhece já sabe:
sou simpática mesmo sem falar.

Gosto com o meu mano brincar
às traquinices de criança:
juntos somos uns santos
até ganhar confiança.

Dizem-me de feitio especial,
mas eu não posso concordar.
O meu feitio é de mulher
que não gosta de se calar.

Adoro dançar as vezes
que me sinto bem disposta.
Cantar também é comigo:
ninguém fica sem resposta.

Cor-de-rosa não é para mim:
prefiro azul cor de menino.
Acham que meu mano é a causa
de tal gosto genuíno.

Quando estou triste com a vida
mostrar faço questão:
é impossível que ninguém oiça
tamanha demonstração.

E com estas seis lindas quadras
termino a minha definição.
Esta aqui não conta p’rás contas:
afinal, tenho sempre razão.




O meu aniversário 5* 

Apesar do sol estar escondido atrás das nuvens
e da chuva miudinha,
hoje, sinto-me feliz.
Sinto borboletas na minha barriga
e todas as estrelas brilham para mim.
Sinto-me feliz.
O meu pai deu-me beijinhos.
A minha mãe cantou-me os parabéns.
O meu irmão…
bem…
o meu irmão já me proporcionou
todas as emoções possíveis.
Já tenho uma mão cheia de vida.
Uma mão pequenina,
porém cheia de histórias para contar.
Não estou muito diferente
do que fui.
Apenas vejo a vida
por um prisma mais… elevado.
E a minha aparente fragilidade
é o meu charme de Ana.



4º aniversário

Hoje é o dia mais esperado da minha vida. Faço 4 anos e tenho muitas estórias para contar.
Estou numa fase, que os adultos consideram, engraçada.
Tenho um humor deveras interessante acompanhado de umas expressões que deliciam quem me conhece.
Sou apreciadora de coisas saborosas, mas só quando me apetece.
Adoro conversar e falar sobre o meu dia no colégio. Sei que a minha mamã adora ouvir-me, por isso não consigo parar de falar. É tão bom agradar aos nossos papás!!!
Sou a menina da casa. A”boneca a pilhas” como a minha mamã gosta de me chamar. Não percebo é porque ela diz que sou das que usam pilhas Duracell…
Sou menina, mas sou bastante traquinas. Adoro fazer as brincadeiras do meu mano: as lutas, o saltar do sofá para o pufe (que a mamã diz que é perigoso, mas eu não concordo!), as escondidinhas, o nadar no chão da cozinha (que a mamã diz que é frio, mas eu não concordo!), os beyblades, o brincar à bola com as tampinhas das garrafas de plástico (que a mamã não gosta, mas eu gosto!),… São tantas as brincadeiras que a minha mamã fica exausta só de me ver!
Sou um bocadinho chorona e, quando quero chamar atenção dos meus papás, gosto de dizer que me doí qualquer coisa: a perna, o dedo, a barriga, a testa, o braço, a boca,… Qualquer coisa, desde que eu não tenha de comer a sopa cheia de legumes!!! Atenção: eu gosto de sopa. Não gosto é de sopa de legumes!!!
Que mais gosto de fazer?...
Gosto muito de dar beijinhos e abraços. Adoro agradar;
gosto de limpar e de arrumar, mas só quando me apetece;
gosto de brincar às cócegas e dar aquelas gargalhadas bastante sonoras que põe toda a gente a rir!;
aprecio uma boa soneca e de me sentir aconchegada;
gosto muito do meu mano, por isso não o largo…

E esta sou eu, a Ana. Sempre pronta. Sempre preparada! E vocês estão preparados?





3º aniversário



Assim sou eu...

Gosto muito de pintar e de dançar também.

Dêem-me folhas. Canetas. E música para acompanhar!

Sei o que tenho a fazer. Prestem bastante atenção. Olhem para mim e oiçam-me, mas não me interrompam, por favor!!

Sou ainda pequenina, por isso canso-me quando em pé. Dêem-me colo se puderem, se não, ao menos!, dêem-me a mão.

De quando em vez, a D. Birra lá surge mais rápido do que desejado. Expliquem-me o que se passa e aos poucos vou aceitando.

Quando o pai e a mãe não vêem quão triste e amargurada me sinto, valha-me o meu irmãozinho, que me abraça e me aconchega.

Aliás, eu e o meu irmão somos dois compinchas. Brincamos. Corremos.

Rimos. Vemos bonecos. Fazemos jogos. Andamos aos beijos. Aos abraços. Aos pontapés. À bofetada. Há de tudo entre nós. Mas juntos. Sempre juntos.

O meu irmão é muito crescido e com ele aprendo imensas coisas. Aquilo que devo e aquilo que a minha mãe chama de “dispensável”! Imito-o na perfeição. E faço-o com a graciosidade dos meus lindos e recheados 3 anos de idade!



Assim sou eu...



Pequenina.

Esperta.

Teimosa.

Perspicaz.

Carinhosa.

E muito, muito divertida!!






2º aniversário



Olá!

Sou a Ana. Faço hoje 2 anos e ao longo deste tempo muita coisa aconteceu na minha vida.



Muito Embalo.

Muito Colo.

Muito choro.



Muitas histórias.

Muitas cantigas.

Muito choro.



Muitas cócegas.

Muitas gargalhadas.

Muito choro.



Muita brincadeira.

Algumas quedas.

Muito choro.



Por que é que choro?



Choro porque…

Choro porque

não fazem o que quero nem quando quero;

fazem o que não quero e quando não quero;



não me dão o que quero nem quando quero;

dão-me o que não quero e quando não quero.

Simples, não?



Então, que balanço  faço?



Foram 730 dias de aperfeiçoamento com vista à excelência, sendo, por isso, exímia no acto de chorar.

E a prova do meu sucesso tenho-a eu todas as noites quando durmo serena e angelicamente enquanto os meus pais 



me afagam o cabelo,

endireitam o cobertor,

dão-me um beijo no rosto

e deitam-se exaustos,

mas felizes!




1º aniversário


Hoje faço um ano de vida, por isso, eis uma curta reflexão sobre a minha existência:

Ainda não ando como os adultos, mas já percorro (sentada, porém elegante) todas as divisões da casa;

Ainda não tenho dentinhos, mas já como a sopa toda como gente grande (e não demorem muito a dar-ma!);

Ainda não falo, mas já comunico bastante bem (principalmente quando estou zangada!!);

Ainda não brinco com o meu irmãozinho, mas já resmungo bem quando me aborrece;

Ainda não sou independente, mas adoro passear e sentir o vento a bater-me no rosto (é só ouvirem-me aos gritinhos!!!)

Ainda não bato com a porta do meu quarto, mas já demonstro veementemente as minhas fortes convicções;

Ainda não digo olá, mas já digo alegremente adeus com a mão (é hora da rua!!!);

Ainda não durmo a noite toda, mas os meus pais já estão habituados...



Com lágrimas e gargalhadas;
com mágoas e colinho;
com amuos e saltinhos;
com brinquedos espalhados e completamente babados;
com sopa pelo ar e bolacha por todo o lado...
é, assim, o balanço da minha vida...

1 comentário: