Estou no mar.
Estou mesmo no meio do mar.
Mais concretamente no Cabo das
Tormentas.
Não sei bem como,
nem quando,
mas transformá-lo-ei em Cabo da Boa
Esperança.
Não sei como sairá a minha
embarcação no fim desta jornada.
Se ilesa.
Se destruída.
Se só ligeiramente lascada.
Sei é que não há tempo a perder.
Não posso esperar que o mar acalme
e a tempestade passe.
O tempo urge.
No barco já estou.
No mar também.
Não há volta a dar.
Não tenho como recuar.
Agora,
sigo em frente de olhos bem abertos,
convicta do que sei;
crente no que posso fazer.
E deste forte vendaval,
sairei mais forte
do que alguma vez estive.
E esta tempestade,
no final das contas,
terá sido,
só e apenas,
uma grande
e alucinante
lição de vida.

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