Malfadado
estado de
realidade
que me poisa
os pés na terra
e as
fantasias no chão.
Quero
escrever
palavras ainda
por dizer;
imagens por
descrever
e não
consigo:
estou
agarrada ao que vivo;
estou longe
do que sinto.
Complexa
ambiguidade a minha.
Se alguém
soubesse
o que vai
dentro de mim,
não seria
alguém:
seria eu fora
de mim:
o espelho do
que sou.
Este estado
de ansiedade
enche-me de
uma energia
impossível
de conter.
Tenho que a
deitar para fora
antes que
ela me expulse de mim.
Tenho que
agarrar as rédeas
do meu
sentir
e viver com
a serenidade
que preciso.

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