Agora é a
minha vez de viver a vez da minha vida.
Ela é assim:
tem momentos em que não pode ser partilhada com quem gostaríamos.
Tem de ser
feita aos pedaços.
Às doses.
Às vezes de
cada vez.
Depois de ti
sou eu.
Depois de
mim és tu.
Alternada.
Planeada.
Viver à vez
requer sintonia de objectivos. Paciência com esta intermitência de tempos
ocupados com as missões a que nos dedicamos e obrigamos.
Viver à vez
é uma maçada: pudesse o nosso corpo (físico e espiritual) ser dividido em dois (ou
em três, ou em quatro, ou em…) e tudo seria muito mais simples. Assim não.
Assim temos que ter a minha vez; a tua vez; a vez de quem fizemos e (nunca
esquecer!) a vez de nós. Aqui reside o ingrediente para esta fórmula
matematicamente complexa: A VIDA PODE SER FEITA DE RETALHOS, MAS NUNCA, EM
TEMPO ALGUM, PODE FICAR EM PEDAÇOS. Temos sempre que nos lembrar que a cada vez
de cada um tem de haver a vez de nós. 1+1+1+2=∞. Fácil de
perceber, certo?
Mas, neste
preciso momento, nós não existimos. Tu também não. Exististe até agora. É a
minha vez de existir. Por isso, vou. Vou à vida. À minha vida. Daqui a nada
estou de volta. Até já… Chegou finalmente a minha vez.

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