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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A vez da vida



Agora é a minha vez de viver a vez da minha vida.
Ela é assim: tem momentos em que não pode ser partilhada com quem gostaríamos.
Tem de ser feita aos pedaços.
Às doses.
Às vezes de cada vez.
Depois de ti sou eu.
Depois de mim és tu.
Alternada.
Planeada.
Viver à vez requer sintonia de objectivos. Paciência com esta intermitência de tempos ocupados com as missões a que nos dedicamos e obrigamos.
Viver à vez é uma maçada: pudesse o nosso corpo (físico e espiritual) ser dividido em dois (ou em três, ou em quatro, ou em…) e tudo seria muito mais simples. Assim não. Assim temos que ter a minha vez; a tua vez; a vez de quem fizemos e (nunca esquecer!) a vez de nós. Aqui reside o ingrediente para esta fórmula matematicamente complexa: A VIDA PODE SER FEITA DE RETALHOS, MAS NUNCA, EM TEMPO ALGUM, PODE FICAR EM PEDAÇOS. Temos sempre que nos lembrar que a cada vez de cada um tem de haver a vez de nós. 1+1+1+2=. Fácil de perceber, certo?
Mas, neste preciso momento, nós não existimos. Tu também não. Exististe até agora. É a minha vez de existir. Por isso, vou. Vou à vida. À minha vida. Daqui a nada estou de volta. Até já… Chegou finalmente a minha vez.


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