Vento que
sopra
e leva a
leveza do que há.
Fluido que
não se vê:
sente-se na
pele;
crê-se nas
almas
que pairam
perdidas
neste mundo
desorientado.
Vento que
refresca corpos
e inflama
paixões.
Movimento em
vão
em busca de
salvação
desta
asfixia
em que
sufocamos.
Vento que
vem
e vai na
direcção dos sonhos.
Agitação dos
deuses
loucos por
nos acalmar
desta nossa
insanidade.
Vento que
inscreve,
na areia da
praia,
as memórias
de uma tarde de Verão.
Este vento não
pára
quieto no
canto da quietude:
é vento. Não
é rochedo.

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