Depois da
bagunça,
que nos
invade a calma,
e do ruído,
que nos sai do corpo,
vem o
entorpecimento da alma.
Somos
mutantes
na génese do
que fomos:
surgimos
puros de felicidade:
partimos
cansados do que passou.
E, lá pelo
meio,
vamos
saltando as margens deste rio:
ora corremos
nas cascatas do prazer;
ora andamos
no mar das tormentas.
Depois da
tranquilidade,
tirada a
ferros aquecidos
no lume do
desespero,
vem a crença
no novo dia.
E nestas
intermitências
de trevas e de
luz
vamos
construindo sonhos
sobre
devaneios de areia.

Sem comentários:
Enviar um comentário