Estamos
diante
um longo
areal branco:
o mar trovador
de um lado;
as dunas esquecidas
do outro.
Lado a lado,
caminhamos
em direcção ao
desconhecido
com os olhos
postos na incerteza.
As nossas
mãos perderam-se
algures pelo
meio:
já não se
entrelaçam
nos sonhos que
partilhávamos.
Olho para
trás,
com a
esperança
de nos ver
numa qualquer miragem.
Não nos
vejo:
os nossos
passos foram apagados
pelo lirismo
que nos começou.
A leve
brisa, que refrescava
os nossos
rostos cansados,
deixou-nos:
a nortada
chegou.

Que bom desfrutar desse mar trovador...
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