A noite entra
descalça e
devagarinho:
não quer despertar
o pudor
adormecido.
Rasga convenções.
Despe preconceitos.
Arranha
palavras:
acendalhas de
momentos
que nunca
mais se esquecem.
A noite é
assim:
atrevida nas
vontades;
provocante
nas vaidades.
Veste-se de
roupas que não se vêem.
Perfuma-se
de encantos e feitiços.
Maravilhosa.
Sedutora.
A noite
pestaneja-me
com ares de
quem quer
e eu vou.
Não sei por
onde.
Não sei para
onde.
Sei que vou
noite dentro…

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