Afastamo-nos
de quem,
outrora membro
activo da
nossa vida,
se acha
longe de nós:
na
afinidade;
na empatia;
na onda de
ideias
e
pensamentos
onde se
constroem amizades
e se pintam
laços.
Não é por deixarmos
de gostar.
Não é por deixarmos
de lembrar.
É por sentirmos
que o silêncio
tomou posse
das palavras
que não se
dizem.
É por reconhecermos
que já não
conhecemos,
nem
reconhecemos,
o que
observamos.
Perdemos
pessoas:
encontramos
emoções:
abraçamos
sensações:
agarramos caminhos.
E nestes
desvios intrincados,
que nos acordam
para a vida,
estão os
instantes que passam
sem piedade
de nós:
o tempo
esvai-se;
as gerações
mudam;
a soberba
cresce.
Este
afastamento
parece não
ter fim…

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