Perdoem-me:
hoje nada
vou dizer.
Vou
remeter-me
ao silêncio
das palavras.
Vou
guardá-las
no baú dos
sons
e vou ficar,
aqui,
quietinha no
meu recanto.
Vou
debruçar-me
sobre mim
e
enroscar-me
no conforto
do nada.
(Existem prazeres
infinitos
que começam
exactamente em nós.
Estão em
nós.)
Vou recolher-me.
Encolher-me.
Quando me
sentir a crescer,
voltarei…

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