Neste poema que escrevo
há gargalhadas que brilham
na alegria das horas
que passam a voar;
há lágrimas que chovem
na intermitência dos ânimos
que teimam em cair.
Há o arrepiar de pele;
o tremer de corpos;
o sol que aquece a tormenta;
o amar ao pôr-do-sol.
Neste poema que escrevo
há palavras sentidas
no sentido do tempo:
passagem que não pára
nos dias, longos, cheios
de desejos e ensejos;
há todo um Verão
resplandecente que me
espera com a ansiedade
de uma nova paixão.
Neste poema que escrevo
o céu tem as cores de um verso
e o tempo está inscrito
nas páginas de um sentimento.

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