Apunhalas-me
os sonhos
que me restam
numa
tentativa vã
de acabar
com o que sou.
Desengana-te!
Para ti,
posso estar morta,
mas não
importa:
se me
importasse
estaria a
dar-te um valor
que não tens
na minha vida.
Podes ser
pedra.
Podes ter
gelo
no lugar dos
afectos.
Quero lá
saber!
Cansa-te.
Vá, cansa-te
a erguer
esse punhal
afiado:
cá estarei
eu para te provar
a
imortalidade
dos meus
sonhos:
basta eu
querer.
E o que eu
quero
só eu e o
tempo sabemos…

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