Desalento da
alma
com a asa
ferida:
qual pássaro
atingido
por disparos
indiscriminados.
Ninguém sabe
de quem é a
culpa:
o causador
de tal delito.
Procura-se, sem buscar,
a origem de
todos os males
que profanam
a
fragilidade do bem.
Condena-se
à perpetuidade
o crime
sem dono sem
nome.
Mata-se, de
morte
sofrida, o
celibato da culpa:
desgraçada
que nunca
tem a
companhia de alguém
solidário
com a sua condição.
E, assim, no
esmorecer
da final redenção,
o pássaro
permanece ferido
e o mundo
continua a girar…

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