Queria eu
gritar
tudo o que
penso
no calor das
emoções
exaltadas
pelas cataratas
da
irracionalidade.
Queria, mas
não posso.
Queria eu
expulsar
a raiva, a
frustração,
a angústia, a
desilusão:
tudo ao
mesmo tempo
que o tempo
não pára.
Queria, mas
não posso.
Queria eu
julgar
os condenados
soltos
pela
injustiça dos homens:
os
prevaricadores
culpados
pelo estado nosso.
Queria, mas
não posso.
Não posso:
não devo perder
o meu fio
condutor:
a lucidez
dos meus sentidos.
Só terei
razão
enquanto a
razão estiver comigo…

Sem comentários:
Enviar um comentário