Preciso do que és.
Do teu suco.
Da tua raiz.
Do que és feita para mim
quando, perdida, me encontras
entre o que fazemos
e o que somos.
Preciso-te com sede de sol,
de brisa, de andorinhas:
és a Primavera
no meu Inverno
casmurro e sisudo.
Preciso-te na frescura
do teu sorriso nas manhãs
em que despertas
o meu novo dia.
Quando abres as janelas
e deixas que a luz
invada esta velha alma.
Que viste em mim?
Sou amor perdido:
sofro as maleitas das loucuras
anteriores ao passado
dos livros que já leste.
O teu viço doí-me:
és o que fui
quando ainda nem eras.
És mulher beleza
que adoro
e choro:
o tempo tem inveja de nós.

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