Tudo tem um
motivo para qualquer coisa. E o motivo, válido ou completamente
incompreensível, serve de desculpa para acções/ reacções: a causa do que se faz.
Ora, li uma
notícia que me deixou perplexa: a do suspeito de atear o fogo no Caramulo:
motivo: retaliação por uma multa da GNR. Quando li o artigo, o meu cérebro
parou. A ser verdade: o que é que este acto representa? Um jovem que não deve
estar muito habituado a ser contrariado/castigado pelos actos ilícitos que
comete. Alguém que tem os valores completamente deturpados e que, face a uma
contrariedade, comete um crime sem limites de avaliação. Não conheço a pessoa
em questão e nem sei se o motivo terá sido mesmo esse (embora: não há motivo
algum que justifique tal acto bárbaro), mas poderá estar aqui um bom exemplo
para os estudiosos se debruçarem sobre a temática da educação cívica dos
cidadãos. Tenho lido muitas opiniões de psicólogos, educadores, professores e
de outros profissionais da área. Umas são objectivas e realistas. Outras são
mais teóricas e utópicas.
Já aqui dei
a minha opinião sobre a importância do NÃO desde tenra idade. E desse NÃO ser
levado até ao fim. E da relevância do castigo (para mim, o castigo não é sinal
de punição, mas de hierarquia). E do valor que tem a explicação de tudo isto a
uma criança.
Bem sei que,
por vezes, há factores que podem levar a este tipo de actos: embriaguez, surto
psicótico,… No entanto, nada, NADA os justifica.
E estas
pessoas deveriam ser punidas como nunca pensaram ser possível. Se calhar, não
as mudaria, mas, ao menos, iria evitar a inevitável recidiva.
Tudo tem um
motivo para qualquer coisa. Mas há motivos e motivos.

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