Nem sempre
sei o que escrevo,
tampouco o
que penso:
o turbilhão
é demasiado intenso
para nele me
ver.
O que na
mente me ocorre
parece que
não corre
na mente de
mais ninguém .
Não sei se é
verdade
ou se é
mentira piedade:
o lenço para
limpar
as lágrimas
que não choro.
As palavras,
atrevidas!,
entram em
mim
e só calam a
sua voz
no momento
em que escrevo:
o que me vem
e vai
com a rapidez
da luz
que me
trespassa os dias
e me perturba
as noites.
Não sei que
faça a tanto dizer.
Sou terra
pimenta;
ar bastante.
Sou água
sedenta;
fogo gigante.
Tudo o que
digo é nada que faço.
Por muito
que diga é tudo que penso.

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