A folha
gasta e amarelada
jaz na mesa
de um velho
contador
de
histórias.
Coberta de
pó,
desconhece
a magia da
tinta sobre si.
Nunca sentiu
o cair de uma
lágrima;
nunca sentiu
o deslizar
da pena:
está sepultada
no esquecimento.
No quarto,
sombrio e
abafado,
a folha pede
ao vento
que abra a
janela
e a leve para
onde o vento
a quiser.
A folha
gasta e
amarelada
jaz na mesa
que a viu
morrer.

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