Porque estou cansado?
Se não trabalhei a terra debaixo do sol cheio de pujança e sem perdão;
se não andei na rua atrás da pressa sempre com pressa de chegar nem
sabe onde;
se não transpirei o pensamento inquieto na procura de respostas que me
seduzam,
porque estou cansado?
Foi, então, que percebi: não posso contrariar este meu estado de
estar.
Vou fazer uma longa pausa sentado na preguiça, com as pernas elevadas sobre
o prazer, e debruçar-me sobre as pálpebras pousadas na minha alma.
Vou devolver-me ao sono e perder-me na imensidão de coisa nenhuma.
Se estou cansado, quem sou eu para me contrariar?

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