Sentir o vento tocar-me na pele
arrepiada pela emoção.
Ver o asfalto, ali tão perto,
e sentir que o poder está em mim.
Ouvir o barulho do motor
e o meu corpo a vibrar com a aceleração.
Ver a natureza com olhos
de quem passa e aprecia
a perfeição do que é belo
e inalar o cheiro da vida
criada por um Deus perfeito.
Sentir o vento a fustigar-me a pele
arrepiada pelo frio que trespassa a roupa.
Ver o asfalto, ali tão perto,
a querer acolher-me nas trevas
e brindar-me com o sorriso de Satanás.
Ouvir o barulho, ensurdecedor, do motor
e o meu corpo a tremer com um
pavor incontrolável.
Ver a natureza a uma velocidade
impossível de ser vista
e inalar o cheiro mecânico
criado pelas mãos, engenhosas, do Homem criador.
Viajar de mota: duas visões; uma só viagem.

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