Não me arrependo nada de tudo o que fiz, disse ou pensei ao longo da
minha vida.
É fácil apontar o dedo, criticar ou mesmo julgar depois da sentença
proferida. Fantástico seria se, perante o (que era) desconhecido, fosse
possível futurar com acuidade e pormenor - acertar em cada palavra dita, em
cada gesto feito, em cada decisão tomada. Mas não. A vida não é assim que
funciona. E ainda bem!
Arrependermo-nos de algo é baixarmos os braços à razão da nossa
existência. Fizemos asneira? Não há que arrepender. Há que aprender com o erro.
Há que não voltar a cometer esse mesmo erro. Há, eventualmente, que cometer outros
que nos ensinem e levem pelo caminho que pretendemos percorrer.
Não há más decisões. Há não decisões. Não devo arrepender-me daquilo
que fiz (o que fiz foi baseado nos conhecimentos que tinha na altura: fiz
bem!), nem no que não fiz – se não fiz é porque não quis (opção) ou não pude (se
não pude, não pode haver lugar a arrependimento).
Arrependermo-nos é vivermos de uma saudade que gostaríamos de chorar;
é vivermos alguém que não nós.
Na minha vida não há lugar a arrependimentos voláteis. Apenas a sonhos idealizados por alguém que não pára de crescer.

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