Na rua dos meus pensamentos
surgem palavras que não posso dizer;
imagens que não posso descrever.
As ideias atropelam-se:
perturbam o sossego que tanto necessito.
Os ponteiros do relógio gritam,
sem parar, um segundo que seja!,
e avisam que o dia – impiedoso –
continua a caminhar com os seus passos de gigante.
Na cama dos meus pensamentos
sinto o silêncio que suspira à minha volta.
Relaxada, não oiço nada que me diga nada.
Apenas oiço a minha voz murmurar-me
palavras que, sabe, quero ouvir.
Os ponteiros param para escutar, atentamente,
a sabedoria das palavras que fluem.
O tempo não existe.
Apenas eu e a minha voz.

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