Homem,
cavalheiro, sedutor,
tens a mulher na palma da tua mão.
O teu sorriso,
o teu olhar meigo,
os teus gestos nobres
estremecem a mais firme rocha.
As tuas palavras,
sabiamente proferidas,
deliciam os ouvidos
carentes de eloquência ilustre.
És actor natural
numa peça que não existe,
mas concretizas:
finges, sem fingir.
Encantador. Tentador.
Aniquilas ilusões. Rasgas corações.
O teu desígnio nunca é este.
É sempre um outro:
puro de sentimento.
E, no entanto,
vais deixando um rio
de lágrimas sofridas
por onde quer que passas
com o teu odor de macho.

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