Eu não sou da minha sombra.
A minha sombra é que é minha.
Ela é que me pertence
como o corpo que é meu.
A minha sombra aponta para mim;
para a raiz do meu ser.
É a minha silhueta
desenhada pela luz que me orienta.
A minha sombra só me acompanha
quando o dia está dia e, feliz,
apresenta ao mundo
a vida que tenho.
A minha sombra não assombra ninguém
a menos que alguma alma penada,
no vislumbre do que não tem,
se assuste com o brilho que é meu.

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