Dançam no corpo cansado de uma vida de não sonho;
passeiam-se nas curvas apertadas que lhe vão surgindo.
Adormecem as frustrações e angústias;
despertam a sonolência condutora de boas energias.
Aquece o gelo da pele queimada pelas cinzas;
derrete a insensibilidade da indiferença.
As mãos. O toque das mãos.
A magia na ponta dos dedos, firmes,
transforma o derrotado em vencedor;
o inabalável em porcelana fina.
Um ritual, quase satânico, pelo êxtase que proporciona,
num ambiente de pura sedução psíquica.
As mãos são a arte cadenciada por uma orquestra
composta por dez diferentes maestros.
Estas mãos só param quando
já o encore estiver num profundo silêncio.

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