Ritual
de prazer e luxúria;
de preguiça e vaidade,
o banho
deve ser lento,
perfumado de gozo.
Deve estar envolto
em música serena. Apaixonada.
Deve devolver-nos à natureza,
perdida no acordar dos nossos dias,
e elevar-nos ao patamar do divino.
Deve ser inspirado por velas
e pétalas vermelhas
espalhadas como poesia
para os amantes enamorados.
O banho
não pode ser mecânico,
nem banal,
porquanto
purifica a alma
e estremece o corpo
num acto de contrição sentido.
Haverá melhor prazer
do que o prazer de um banho (a dois)?

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