Somos apenas matéria.
Um corpo perecível
ao sofrimento;
ao desgosto;
à perda das nossas faculdades físicas.
Somos aquilo que evidenciamos:
a fragilidade da vida:
o perecimento no instante.
Um corpo fortificado
na fraqueza de um ser
que se acha vivo.
Um corpo que se deseja perfeito
na ilusão do impossível,
da beleza endeusada
por uma crença ingénua.
Somos apenas matéria
que perdura enquanto a natureza
estiver esquecida de nós.

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