Sonhei que voava.
Sonhei que, mesmo sem asas,
percorria, com a leveza do meu corpo
e a destreza dos meus braços,
campos verdes que desconheço.
Voava bem
e com toda a naturalidade.
Tão depressa
estava lá no alto a observar,
como, de repente,
inclinava o corpo
e rasava as copas das árvores.
Que sensação!
Não havia cansaço;
não havia esforço.
Sentir o vento no rosto;
a frescura da vida;
a imortalidade em mim.
Sonhei este sonho
quando a juventude era ainda criança
e todos os sonhos, acordados,
eram tidos como próprios
e adequados.
Foi um sonho
que nunca mais esqueci,
pois nunca mais voei.
No entanto, nunca deixei de sonhar…

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