Não és madrasta.
Não és má.
És curiosa;
intrigante.
Controlas quando queres
e como queres.
Somos fantoches nas tuas mãos.
Quando pensamos que está tudo bem,
tu vens e tiras-nos o tapete.
Quando só vemos o negro da imensidão
que se nos depara,
tu vens e provas que, afinal,
estávamos, uma vez mais, errados.
Para ti nada é garantido;
nada é certo.
Estás, constantemente, a rir
da nossa ignorância e
preconceito sobre
o que pensamos saber.
És matreira;
calculista.
Para ti, nada é por acaso;
tudo é consequência de alguma coisa.
E no meio desta confusão
de quem manda em quem,
estamos nós, os bonifrates,
a andar aos trambolhões
convencidos de que sabemos
o que quer que seja sobre a nossa vida…

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