Estou aqui, mas não quero
estar aqui.
Quero ir antes para ali,
pois, ali,
está aquilo que quero para
mim.
Chego, finalmente, ao ali
e vejo
que já não quero o que
estava neste ali.
Não quero estar aqui, nem
ali.
Não quero isto, nem
aquilo.
Não sei onde quero estar.
Não sei o quero para mim.
Não estou bem em lado
nenhum,
pois lado nenhum me
satisfaz.
Sinto-me a explodir o nada
que me esvazia e perde
nesta indefinição do meu querer.
Ando cheio deste eu que
não sabe o que quer.
Ando, para aqui, aos
trambolhões,
ao sabor da hesitação que
se apoderou
desta alma que anda
perdida de si.
Não sei onde é o meu
lugar,
pois nenhum encaixa em
mim;
não sei onde é o meu mundo,
pois esta pequenez não é
minha.
Sinto-me insatisfeito com
algo
que não sei definir;
sinto-me ingrato com a
vida
que não vivo por não saber.
Este frenesim não me larga…

Sem comentários:
Enviar um comentário