Chegas a casa
enraivecido pela tua melhor amiga
de quem não te consegues libertar.
Copo após copo.
Garrafa após garrafa.
Despejas palavras
que não entendo e
faço de conta que não oiço.
Completamente envenenado
por um ódio que não é teu,
fazes de mim uma boneca de trapos.
Rasgas-me a roupa.
Puxas-me o cabelo.
Deixas em mim as marcas do teu sofrer.
Não reajo.
Não tenho como reagir.
A tua força etílica deixa-me em farrapos e tu
choras.
Choras compulsivamente
e pedes-me perdão
pelo amor que sentes por mim.
O teu arrependimento é sempre o momento
seguinte.
Levanto-me, como sempre faço,
e deixo-te ali desfigurado
com as desculpas sem fim.
Desta vez foi a vez.
Desisto de ti, mas não de mim!
És um fraco!

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