Ignorante,
vão sabedor,
que reinas no reino dos cegos
e espalhas a tua ciência
camuflada de presunção,
julgas que sabes o que não sabes
e que mais nada precisas saber.
És ignorante
e não sabes.
És ignorante
até à medula da ignorância.
Árido e vazio,
julgas o que não és,
mas gostavas de ser e nem sabes!
Um dia,
a tua frágil carapaça partir-se-á
e, depressa, a tua coisa nenhuma
será por todos descoberta.
E os cegos verão que, afinal, não és senão ignorante.

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