Não te percebo.
És difícil.
Implacável.
Não sei o que pensas,
nem o que não pensas.
A tua dureza de macho
afasta-te de mim,
isolando-te nos meandros
da tua mente.
Dizes que não há nada,
mas não acredito.
Estás a mentir-me.
Quero ouvir-te
para entender-te.
O teu não
se passa nada mata-me.
O teu tudo
bem asfixia-me.
O teu silêncio ensurdece-me.
Preciso que me fales.
Preciso que me mimes a alma
para que eu mime o teu corpo,
outra e outra vez.
Desculpa-me,
mas preciso de te conhecer para me dar.
E para te conhecer,
preciso que me respondas:
em que pensas?

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