Estou cansado.
Carrego o mundo inteiro nos meus ombros.
Deito-me na cama completamente derrotado e
morto para o que quer que seja.
Tu chegas com a tua calma sedosa e apaziguadora
e, sem saberes, sabes como me sinto.
Com as tuas mãos angelicais, percorres o meu
dorso hirto e sentes a gravidade da minha maleita. És um anjo! Nem sabes o bem
que me sabe e o bem que me fazes quando me percorres lenta e firmemente este
meu corpo velho e desgastado.
Entro na estratosfera. Divinal! Não pares!
Peço-te, encarecidamente: não pares! Prolonga este meu êxtase com a melodia que
as tuas mãos tocam quando me tocam.
E tu continuas. Continuas até me veres partir.
Sentes-me perdido algures. Rendido à tua magia. E vitoriosa, deixas-me
enterrado no nosso leito desfalecido.

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