Dar.
Dar porque se gosta.
Dar porque se agrada.
Dar porque, apesar da dor,
desejamos que tudo dê certo;
maquiavelicamente certo.
Dar porque o sofrimento
é insuportável perante a ausência
presente no corpo
que reside ao nosso lado.
Dar porque queremos,
sofregamente,
dar-nos para recebermos.
Um apreço.
Uma gratidão.
Dar por dar não existe.
Dar é esperar;
ambicionar
o saciar do que mais falta nos faz.
Dar tem tanto de sacrifício
como de egoísmo;
tem tanto de generosidade
como de mesquinhez.
Dar é fonte de suor e lágrimas,
ladeada de rosas repletas de espinhos.
Dar não é fácil;
há alguma coisa que seja?

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