Há em mim um
desejo
veemente de chegar
a esse patamar magnífico
na arte de
bem transmitir o que nos vai na alma.
Não sei se
será mesmo um desejo.
Mais parece
um vício.
Quanto mais
escrevo,
mais vontade
tenho de escrever.
Uma vontade
insana
de brincar
com as palavras
e com as
ideias que brotam qual jardim fértil.
Muita coisa
nos escapa.
Pequeninas
coisas.
Coisas sem
importância que não vemos
enquanto
corremos apressadamente
atrás do
tempo que não regressa mais.
Sempre
apressadamente.
Sempre sem
tempo nenhum.
E,
apressados, deixamos escapulir o pormenor
do que
realmente importa.
São tantos
os momentos que nos fogem!
A infância
dos nossos filhos.
A velhice
dos nossos pais.
O nosso
próprio crescimento.
E é a este
patamar que aspiro chegar um dia.
Ao patamar
da pausa na vida.
Da
verdadeira introspecção
e,
posterior, desenlace
na figura de
palavra escrita e inscrita.
Será utopia?

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