A pedra
da calçada,
bonita e
vaidosa,
guarnece
estoicamente
o que os
nossos pés ignoram
e os
nossos olhos fingem não ver.
A pedra
da calçada
está
sempre lá
a
adornar
o que
outrora fora terra
bruta e
suja;
a
proteger
quem
nela não repara.
Fosse
ela uma tela
magistralmente
exposta
num
qualquer museu
e todos
a contemplariam
e nela
encontrariam uma beleza inigualável.
Fosse
ela um livro
nas mãos
de um amante da eloquência
e suas
folhas seriam absorvidas
como se
da última gota se tratasse.
A pedra
da calçada não é nada.
E nesse
nada
muita
lágrima é derramada.
Muita
palavra proferida.
Dessem
voz à pedra da calçada...

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