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domingo, 24 de março de 2013

A travessia no deserto



Li, há muitos anos atrás, que uma mulher para gostar de um homem precisa, antes de mais, de admirá-lo de alguma forma.
Esta afirmação ficou registada, aqui no meu banco de memórias úteis, e agora, passados estes anos todos e com uma visão mais realista e concreta do que é a vida e as relações, chego à conclusão que não há afirmação mais verdadeira do que esta.
Sem dúvida alguma que, por muito grande que seja o amor que uma mulher sinta pelo seu companheiro, tudo cairá quando a paixão der lugar à desilusão e o amor ao menosprezo. Quando a mulher deixar de admirar o seu homem – pelo carácter; pela ambição; pela coragem; pela inteligência; pela cultura;… (e não tem que ser cumulativamente!) - é o fim. O fim do amor que tinha. O fim da relação que mantinham. Não é que a mulher exija o homem perfeito, pois mulher que já o seja realmente sabe que tal não existe. A mulher quer que o seu homem seja o seu fio condutor, o seu porto de abrigo, o seu refúgio. Toda a mulher quer isto e não me conseguem convencer do contrário! Ora, se sente que a seu lado tem alguém que já nada lhe diz, já nada lhe dá (e quem me conhece sabe que não estou a falar de bens materiais!), o sentimento que nutria por ele desfalece a um ritmo alucinante. Nada melhor do que termos a nosso lado alguém de valores (não com valores!) e de princípios. Alguém que sabe o que quer e para onde quer ir. Alguém que mesmo que não saiba fazer arrisque fazê-lo. Alguém que não tenha medo de errar nem de chorar. 
A mulher não quer um super-homem. Apenas quer um homem para admirar. E isso, nos dias de hoje, é uma travessia no deserto à procura de um oásis...


A admiração que uma mulher sente por um homem é uma travessia no deserto




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