Li, há
muitos anos atrás, que uma mulher para gostar de um homem precisa, antes de mais,
de admirá-lo de alguma forma.
Esta
afirmação ficou registada, aqui no meu banco de memórias úteis, e agora,
passados estes anos todos e com uma visão mais realista e concreta do que é a
vida e as relações, chego à conclusão que não há afirmação mais verdadeira do
que esta.
Sem dúvida
alguma que, por muito grande que seja o amor que uma mulher sinta pelo seu
companheiro, tudo cairá quando a paixão der lugar à desilusão e o amor ao menosprezo. Quando a mulher deixar de admirar o seu homem – pelo
carácter; pela ambição; pela coragem; pela inteligência; pela cultura;… (e não
tem que ser cumulativamente!) - é o fim. O fim do amor que tinha. O fim da relação
que mantinham. Não é que a mulher exija o homem perfeito, pois mulher que já o
seja realmente sabe que tal não existe. A mulher quer que o seu homem seja o
seu fio condutor, o seu porto de abrigo, o seu refúgio. Toda a mulher quer isto
e não me conseguem convencer do contrário! Ora, se sente que a seu lado tem
alguém que já nada lhe diz, já nada lhe dá (e quem me conhece sabe que não
estou a falar de bens materiais!), o sentimento que nutria por ele desfalece a
um ritmo alucinante. Nada melhor do que termos a nosso lado alguém de valores
(não com valores!) e de princípios. Alguém que sabe o que quer e para onde quer
ir. Alguém que mesmo que não saiba fazer arrisque fazê-lo. Alguém que não tenha
medo de errar nem de chorar.
A mulher não quer um super-homem. Apenas quer um
homem para admirar. E isso, nos dias de hoje, é uma travessia no deserto à procura de um oásis...

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