A indefinição
irrita-me.
O andar por
andar. O viver por viver. Irrita-me. Eu ando porque quero ir a algum lugar
fazer algo bastante concreto. Eu vivo porque quero deixar aqui a minha marca.
Aquela do “plantar
uma árvore, ter um filho e escrever um livro” faz todo o sentido. É deixarmos
inscrita a nossa passagem por estas paragens. É plantarmos uma semente para
mais tarde germinar. Não quer isto dizer que tenhamos todos que plantar
árvores, ter filhos e escrever livros. Não. Apenas significa que todos nós
podemos fazer a diferença e deixar um carimbo nosso. Algo que não seja
esquecido por quem cá fica.
Aborrece-me
as pessoas que nunca sabem o que vão fazer, que nunca estão satisfeitas com nada,
que nunca conseguem tomar uma qualquer decisão por mais simples que seja.
Viver como
se de uma missão se tratasse é a melhor forma de encararmos as dificuldades que
se nos deparam. Não é sob a hesitação, sob o medo ou sob o bloqueio que fazemos
o que quer que seja.
A indefinição
é uma prisão sem grades, mas com algemas. Eu escolhi, há já alguns anos atrás,
viver sob a liberdade das minhas decisões e colher o que daí adviesse. Livre
nos meus movimentos e nas minhas acções.
A
indefinição irrita-me. Um dia que me surja, nem sei o que lhe faço…

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