O sol
escondeu-se.
Tudo
está mais sombrio,
mas a
noite ainda tarda em chegar.
As
nuvens escuras
e
carregadas de fúria jorram
gotas
gélidas
que
atravessam o músculo até à nossa medula da paciência.
Não
pára de chover
e nas
ruas não se vê uma alma sequer,
pois nem
as almas gostam da chuva.
Parece
que nada está bem enquanto o sol
não
sorrir com toda a pujança
e nos
aquecer estes espíritos
afogados
em angústias e inquietações.
Estamos
famintos de sol.
Do seu
calor.
Da sua
luz.
Da
esperança que emana de cada vez que acorda
e nos
desperta para mais um dia.
Esta
possante estrela faz-nos falta.
É ela
que nos guia,
que nos
orienta
e leva
por caminhos venturosos e vitoriosos
até ao
estábulo da salvação.
Este
Inverno desumano é teimoso,
mas,
munidos do nosso tão aclamado
instinto
de sobrevivência,
conseguimos
ser um pouco mais.
E, no
fim deste temporal,
vamos
olhar para trás
e
sorrir, com toda a ironia possível...

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