Pobre do cego
que não vê
não porque
os olhos não podem,
mas porque a
cabeça não deixa.
É pobre não
por ser cego,
mas por estar
cego.
Está cego
não por não ver,
mas por não
querer ver.
E este cego
caminha de braço dado
com a cegueira
que quis abraçar,
agarrado à
bengala que julga girar à sua volta.
De olhos
vendados pela prepotência,
este cego
caminha
até um dia
tropeçar no seu próprio capricho balofo
e cair na
áspera realidade.

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