A
complexidade da dor
perturba e
incomoda
quem com ela vive
e a ela
sobrevive.
A dor.
Carente, chora
calada a ausência de alguém.
Envergonhada,
por amar e não ser amada.
Doente, faz
definhar o viço de outrora.
A dor ri
a cada
lágrima derramada,
sentindo-se
vitoriosa
e
fortalecida
pela
fraqueza
entregue
complacentemente.
A nossa
debilidade é o seu poder.
A nossa
força a sua fragilidade.
E na
bipolaridade de sentimentos
lutamos energicamente
esta guerra
injusta,
combatendo
com cada sorriso,
cada
gargalhada
sonoramente
declamados.
E, assim, esta
dor dolosa vai perdendo pujança, perecendo…

Sem comentários:
Enviar um comentário