A solidão
não é
estarmos sós.
É
sentirmo-nos sós.
É olharmos à
nossa volta
e vermos que
ninguém nos vê
ou, sequer,
sente
a nossa
sequiosa presença.
Estamos lá, mas
não estamos.
Falamos, mas
não nos ouvem.
É sabermos
que acompanhados estamos sós
e, estando
sós,
estamos
abandonados à nossa sorte.
Ao nosso
fado.
A solidão é,
tantas vezes!,
apenas um
estado de alma
reprimido,
deprimido,
carente
de uma
palavra,
de um gesto,
de uma
salvação.
A solidão é o
nosso humano egoísmo
colado ao
nosso corpo.

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