Os segundos andam
com o vagar das horas;
os dias perdem-se
na imensidão do tempo.
Parada na pausa que me fere,
olho a brancura do tecto
e sinto o meu corpo
colado ao esmorecer:
ando cansada
do nada que acontece.
Onde estou?
Olho-me ao espelho
e não me vejo.
O vulto que me acompanha
assombra-me os fantasmas:
companheiros das noites longas
passadas em pensamentos vagos.
A alegria alheia faz-me triste;
a felicidade de outrora ficou
gasta nas fotografias cor de sépia.
Oiço ecos perdidos no vácuo:
perdi os meus sentidos:
sinto-me no abismo de mim…
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O nada que acontece também cansa...
ResponderEliminarGostei...