Não sei o que pensar.
Não sei o que sentir.
Quero chorar,
mas onde estão
as minhas lágrimas?
Onde pára o aperto
que me invadia
de cada vez que me desiludias?
Onde pára a vontade
de te bater?,
de te gritar para
te chamar até mim?
Não sei.
Não sei onde estou.
Desapareci naquilo que fui
e que foste apagando
com a tua indiferença
de homem convicto.
Não sei onde estou,
nem me importa
se me procuro ou não.
Vou deixar-me perder.
Pode ser que, assim,
vejas que já cá não estou
e vás buscar-me
onde quer que eu esteja.
Pode ser…

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