Não me esqueço, nunca, de mim.
Gosto demasiado da vida para me colocar a um canto
qualquer: esquecida do que sou e do que quero.
Não me abdico.
Não renuncio ao papel que me foi dado no dia em que
nasci.
Não vim a este mundo para ser a sombra de alguém.
Não! Nunca!
Insisto em mim: valho muito a pena.
Sou demasiado importante
para não me ver;
para não me sentir;
para não me lembrar
que eu sou eu antes de todos os outros eus que me
rodeiam.
Chamem-me egoísta.
Chamem-me egocêntrica. Vaidosa, até!
Eu continuo a chamar-me: Mulher.

Sem comentários:
Enviar um comentário