Onde andarão os afectos?
As árvores já não vêem
rasgadas em si
promessas a dois;
os bancos dos jardins
estão vazios de almas apaixonadas;
a lua apagou-se, triste,
com os desencontros
destas almas que andam
perdidas nos amores.
Progrediu a sociedade.
Murchou a humanidade.
Sumiram-se os afectos:
não os vejo em lado algum.
Estarão fechados para lá
dos muros da modernidade?
Terão fugido das garras
da consagrada evolução?
Os afectos são a essência do Homem.
Sem eles, somos pedras
que rolam nos turbilhões da vida…

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