Do cimo desta ponte,
vejo um mendigo
a dormir sob
este tecto sem paredes:
a miséria sem morada;
vejo o princípio e o fim
de uma passagem feita
de partidas e chegadas:
de vidas cheias de vida
e de mortes anunciadas;
vejo a aliança de duas
margens na comunhão
do que nos faz humanos:
como somos frágeis
no que somos;
como somos fortes
no que construímos.
Do cimo desta ponte,
vejo tudo o que me rodeia
com olhos de lua cheia.
Será, isto, o horizonte?

A condição humana e as oportunidades marcam a vida de cada um de nós.
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